Guia do primeiro emprego

•julho 31, 2010 • 7 Comentários

HEEEEEY!!!! Ae turma. Último tema. Pena. Então assim, é o grand finale, e pra fechar com chave de ouro e dar um laço em cima nós temos uma surpresa muito especial pra vocês. (vamos enrolar um pouco, é muito boa)

Uma preocupação que os mésons sempre tiveram foi com a criatividade, é difícil ser diferente e tudo mais, mas esse sempre foi nosso objetivo. E agora, pra ser um pouco mais destemidos, nós vamos mostrar a cara aqui.

Neste post a idéia não é fazer vocês lerem (essa enrolação é só psicológica…), porque nós fizemos um video muuito legal, não sei se pra assistir, mas pra fazer sim.

Ai embaixo vocês podem não mais ler, mas ouvir nossas idéias sobre o tema desta semana. Aproveitem, e se você odiar ver videos, não poder acessar youtube porque está no trabalho, ou não for com a nossa cara, o roteiro do que a gente fez tá lá embaixo.

Bom proveito.

Aeee galera! Tudo certo com vocês?

Chegamos, enfim ao ultimo tema.

E pra fechar com chave de ouro resolvemos dar as caras por aqui.

Hoje nós não vamos escrever nada, só falar.

Só falar é mentira… na real a gente escreveu o roteiro pra esse filme…

É… bom, a parte difícil ficou pra gente mesmo.

Vocês nem vão precisar ler…

Mas então vamos começar moendo o tema.

Primeiro emprego.

Como é.

Como encarar.

As dificuldades

E dicas.

Com vocês, na edição mais tosca da internet brasileira.

O guia do primeiro emprego!

Vamos começar falando das pedreiras.

As dificuldades pra quem procura o primeiro posto profissional.

São dois lados nesta moeda.

O lado de quem procura o emprego.

E o lado de quem emprega.

No site que está aparecendo ai embaixo nós encontramos algumas opiniões quentes.

(http://www.cesarromao.com.br/redator/item4966.html)

Pros jovens que vão ser empregados, o que parece ser o maior problema é a falta de experiência.

E isso remete àquele ciclo que todo mundo já deve ter pensado.

“Não consigo emprego porque não tenho experiência…”

“…e não tenho experiência porque não consigo um emprego.”

Mas para quem contrata o problema é outro.

Insegurança.

Em seguida temos o problema da pouca quantidade de vagas.

E tanto empregadores quanto empregados de primeira viagem concordam nesse tópico.

E também na qualidade baixa do curso superior e no fraco conhecimento em idiomas.

Pra malhar mais um pouco as universidades, todos concordam que elas estão fora da realidade.

O que é um fato, já que chovem teoria e idéias, mas pouca prática.

(informações Fonte: Grupo CM/Consultoria de Pesquisas Educacionais)

E depois de contratado? O que esperar do primeiro emprego?

Ainda bem que nós temos aqui um rapazinho muito esforçado que já trabalhou. E agora a gente vai entrevistar ele.

Mais dicas

(http://noticias.uol.com.br/empregos/dicas/entrevista.jhtm)

Dicas:

- Vá bem vestido.

- Não use um vocabulário muito coloquial.

- Seja maduro

- Não se atrase.

- Ouça o que o entrevistador vai dizer.

- Seja seguro nas suas respostas.

É isso, acabou. Valeu pra todos, e que a força esteja com vocês!

Profissões que transbordam por aí

•julho 27, 2010 • 4 Comentários

Ahn? O Quê que isso faz ai?

CALMA! A gente explica. Pra começar, esperamos que vocês tenham apreciado a propaganda. Essa semana o tema é “cursos saturados = conhecimento guardado”, e pra ilustrar essa situação vamos falar de publicidade (podia ser sobre advogados, mas nesse caso a gente podia ser processado pelas críticas…).

Já percebeu como a qualidade das propagandas, principalmente no Brasil, é extremamente baixa? E esse é um mercado saturado de profissionais, alguns nem tão profissionais assim, que deixa muito a desejar. A propaganda acima foi criada por alguém bem criativo que provavelmente (infelizmente) não trabalha na área.

Nesse caso (e no dos advogados também) vemos uma superpopulação de profissionais, que nem sempre estão preparados para atuar como deveriam. Este é um quadro típico aqui no nosso país: excesso de gente incompetente numa mesma área (piada infame => é só olhar o congresso nacional).

A nossa equipe vai então questionar o tema em relação à parte do conhecimento guardado, afinal, nós estamos aqui pra criar caos e anarquia mesmo.

Não parece certo dizer que cursos saturados correspondem a conhecimento guardado. Sempre haverá lugar para gente competente, e as empresas procuram avidamente por essas pessoas. Mas é difícil encontrar, pergunte a algum gerente de RH.

Por outro lado, podemos também questionar (hoje a gente veio pra isso mesmo) o que é um curso saturado. Diferentes lugares têm diferentes demandas. Por exemplo, Medicina, que no vestibular do ano passado na UFSCar, teve uma competição de 172,58 candidatos/vaga (informação retirada do site http://www.vestibular.ufscar.br/presencialArquivo/CandVaga2010.pdf), isso não significa que é uma área saturada.  Um médico que deseja trabalhar numa região grande, onde já existe uma superpopulação de médicos, vai ter que se destacar de alguma forma se quiser alcançar um padrão alto. Já se ele tiver peito, e se mudar para alguma região do nordeste onde a demanda de médicos é altíssima e existem poucos profissionais, seu padrão de vida rapidamente vai subir e ele vai ser o profissional mais requisitado daquele mercado.

Outro modo de ingressar em um emprego com vários concorrentes de altíssimo nível é ter contatos, quanto mais pessoas o candidato tiver contato é melhor, pois assim ele pode receber indicações a mais e mais cargos e com isso pode criar-se certa vantagem sobre os outros concorrentes. Pense com a gente, você está competindo por uma vaga de gerente em uma empresa X (sério, sem matemática no post, podem continuar lendo) com diversos profissionais amplamente qualificados, assim como você, porém um amigo do contratante te indicou, dessa maneira pode-se dizer que a sua chance de ser contratado é maior, pois existem pessoas que disseram que você tem talento, é honesto e é bom no que faz.

As vezes ter medo de ir por um caminho por onde muitos já foram existe sim, e faz parte, mas com paixão e competência é possível se destacar. A dica é realmente fazer aquilo que vai lhe dar prazer (trabalho… trabalho…) e se especializar cada vez mais naquela área de interesse.

Essa semana ficamos por aqui, um forte abraço para todos os jedis que nos seguem.

May the force be with you.

Sobre Indústria

•julho 20, 2010 • 7 Comentários

Industria (asteróide 389) é um asteróide da cintura principal com um diâmetro de 79,23 quilómetros, a 2,4389257 UA. Possui uma excentricidade de 0,06516018 e um período orbital de 1 539,17 dias… opa, tema errado.

Ok, sério agora (mas não muito).

Indústria, assim como faculdade, nem sempre foi uma opção no Brasil. E assim como a faculdade, só chegou aqui em 1808 junto com a família real (imagina o tamanho do barco em que eles trouxeram esse monte de coisa). Bom, se você se interessar por essa parte histórica, nós recomendamos esse artigo da Folha de São Paulo sobre o bicentenário da indústria no Brasil: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u374321.shtml.

Pra começar a falar de empregos de uma vez por todas vamos vir para Santa Catarina, a nossa realidade. Na lata podemos afirmar que o que puxa a criação de empregos no nosso estado é a indústria (espia esse link: Empregos em maio). 5.438 vagas de trabalho foram criadas nas mais diversas áreas em SC, e o que puxou esse número pra cima foi a indústria.

Temos em nosso estado um grande pólo industrial em Joinville, com indústria pesada mesmo, Blumenau com a indústria têxtil, na região sul a produção de cerâmica é intensa e lá por São Bento do Sul, que fica no norte do estado, a indústria que se destaca é a moveleira. E todas essas indústrias precisam sempre de gente capacitada para manutenção, produção, gerenciamento e administração.

Para se encaixar na indústria existem vários caminhos. Com um curso técnico você pode trabalhar na manutenção das máquinas responsáveis por tocar a fábrica, com a desvantagem de ter que trabalhar quando as máquinas estão paradas e quase todos estão de férias (Natal, ano novo, enfim, essas datas que ninguém tem compromissos…). Se o negócio for um curso superior o trabalho será com a criação, gerenciamento e produção, por exemplo no caso da Tecnologia em Produção Moveleira.

Pra fechar, nós, os mésons, fizemos um poema (aham, isso que você leu) para falar da indústria de um jeito um pouco diferente. Se você gostar, deixa registrado, se não pula pra enquete lá embaixo e deixa quieto essa parte.

(Para ler fique de pé, coloque as mãos justapostas à frente do corpo e declame como se estivesse na 4ª série)

Indústria em Santa Catarina

Santa Catarina

É um estado bem legal

A gente tem a alemoada

E um grande pólo industrial


 

Em Joinville onde eu moro

Tem fábrica de geladeira

E aqui perto, em São Bento

Tem a turma que faz cadeira


Em Blumenau tem cervejaria

Os alemon consomem bem

E quando estão sóbrios

Fazem tecido também


 

Difícil pra indústria

É achar gente capacitada

Poucos gostam de estudar

E só sabem dar marretada


O que os mésons curtem mesmo

É o desenvolvimento

De novos produtos e processos

Que desafiam o conhecimento


Para entrar na indústria

Tem que primeiro querer

E depois que está lá dentro

Existe muito a aprender


Promessa pros próximos posts: SEM MAIS POEMAS (e a intenção desse não foi ofender ninguém. Wir sind alle freunde, na gut?).

p.s. As imagens deste post foram tiradas sem vergonha nenhuma do filme tempos modernos do grande Chaplin.

Agora um vídeo de uma música bem massa:

EXTRA (uau, fiquem espertos aí eim?)

 

Então galerinha do mal, com intenções do mal, para fazer o mal (ta bom, foi bem podre essa), mas seguinte, logo abaixo estão as áreas que nós mais nos amarramos (fica a dica pros indecisos de plantão):

- Mecatrônica (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mecatr%C3%B4nica e http://www.mecatronicaatual.com.br/);

- Engenharia Física (http://www.eng-fis.df.ufscar.br/comentarios_iniciais.htm);

- Engenharia Química (http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/engenharia/profissoes_272265.shtml);

- Engenharia Mecânica (http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/engenharia/profissoes_272265.shtml) entre outras.

Para saber mais sobre cada uma dessas áreas clique no link ao lado de cada nomezinho. 

E acabou por hoje (ahhhhhhhhhh, que peninha), não fiquem tristes, logo estaremos de volta. Que a força esteja com vocês!

Variedade de ensino. Mésons?

•julho 13, 2010 • 7 Comentários

Mesóns postando mais uma vez. Só antes de entrar no tema, alguém ai tem idéia do porque do blog chamar mésons? Não? Resumão então:

Méson é uma partícula fundamental (partícula, bolas de gude no cabeçalho do blog, ahn… ahn…?), constituída de um quark e um anti-quark. EXTREMAMENTE interessante se você for um daqueles caras loucos de filme de cientista. Se não, não. Caso você queira se divertir com essa parada olha aqui e dá mais uma pesquisada, já se você é fã da teoria das cordas, bom, tá fazendo o que aqui?

Átomo de Oxigênio, meio que sobrando, mas da nada.

Agora acabou a enrolação, vocês já sabem o que a gente inventou por aqui e nós esclarecemos isso finalmente (ufa!). Só pra constar, mésons, muóns, bósons, hádrons, essa coisarada toda é o que nos constitui, e a variedade de partículas é grande. Claro que menor do que a variedade de gente oferecendo cursos aqui no Brasil (aê, o tema veio hoje).

A variedade de instituições e principalmente cursos que nós temos a disposição tem dois lados. É muito bom, muito mesmo, poder escolher uma universidade ou uma escola que esteja de acordo com as nossas condições, embora às vezes a que nós queremos não esteja ao alcance por motivos diversos. Escolher entre uma faculdade federal de renome ou uma que seja mais tranqüila de seguir enquanto se estuda é uma opção que temos. Ideal seria ensino de qualidade e com bom senso para todos, mas vá lá, isso é a vida real.

Escolher a escola/faculdade/escola técnica onde se vai estudar é um passo importante. Qualidade conta, compatibilidade de horários com outras atividades, e preço (afinal nós sempre podemos remarcar alguns compromissos, não?). Essa parte é mais tranqüila. O que pega mesmo é a variedade de cursos que aparecem em nossas mãos todos os dias. É muita opção pra gente que nem sabe direito o que quer fazer da vida, e cursos cada vez mais abrangentes surgem por ai. Já ouviu falar de mecatrônica? É só uma mistura básica de mecânica, eletrônica, controle e software. E sabe qual a diferença dessa com uma engenharia de Controle e Automação? A gente resume: Quase nenhuma.

Essa variedade é entorpecente. O sujeito que já sabe o que quer da vida quando sai da escola vai no curso que escolheu e vive feliz pra sempre. Os outros 98% das pessoas tem que quebrar um pouco a cara em algum curso que provavelmente não é o seu para então se encontrar. “Ahh, fácil era em 1800, ai era escolher entre engenharia mecânica, medicina e direito…”, é, mas se tu gostasse de geologia ou teatro, bom, época errada pra nascer. E esse é o lado bom da variedade de cursos, apesar de ser mais difícil de acertar o que se quer nas primeiras, é quase impossível não existir nada que agrade.

E no fundo, todo mundo sabe que a variedade de tudo vai aumentar. Novas profissões se fazem necessárias, novas instituições vão se oferecer para ensiná-las, e cada vez mais informação nas mais diversas áreas será gerada. Então uma dica quente é dar uma olhada em algum site com explicações sobre várias profissões (esse é bom: http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/), descobrir o máximo possível, e tentar se identificar com alguma. Paixão a primeira vista é coisa de filme. O negócio é correr atrás.

Acho que é isso que todos pretendem né?

Por hoje é só e que a força esteja com vocês!

Faculdade na cesta básica? Será?

•julho 6, 2010 • 5 Comentários

Trabalhar para obter experiência e ganhar assim uma posição melhor é o único jeito de agir no mercado, certo? É, talvez há uns 200 anos. 202 mais precisamente, quando Dom João VI trouxe para o Brasil a primeira faculdade, tornando o ensino superior uma opção para a então elite da época (daquela época, e um pouquinho da de hoje).

Hoje, saindo do ensino médio ou depois de trabalhar em alguma área, se a pessoa resolver enveredar pelo caminho do curso superior, existem mais de 20 mil opções de instituições no Brasil, o que é bom em relação a números, mas não se nós falarmos de qualidade.

Qualquer pessoa com um curso superior é mais bem vista no mundo de gente grande só por ter o curso superior. Mas vem mais coisa, a disputa entre pessoas com um curso superior também é acirrada entre si, e muitas vezes desigual. Se imagine contratando alguém para o cargo de engenheiro mecânico. Você com certeza daria preferência para alguém formado em uma universidade de renome como UFSC, UDESC ou alguma outra que seja referência na América do Sul em relação a alguma UniAbacate da vida, não daria? Eu daria.

Para decidir se o caminho do curso superior realmente vale a pena é bom parar de estudar um pouco pro vestibular e pensar. Superior são, brincando, 4 anos bem estudados, muitas vezes sem chance de trabalhar durante o curso. Já se o sujeito resolver optar por um  técnico, por exemplo, o tempo de estudo é bem reduzido, e é muito mais tranqüilo levar uma vida normal fora do curso. A diferença vem depois, um técnico provavelmente nunca ganhará 12 mil reais se não estudar mais e se especializar (mas pergunte para algum gerente, diretor ou algum desses caras de Porsche se eles tem faculdade. Certamente sim…).

Pode-se dizer, quase com absoluta precisão, que o curso superior não é essencial para sobreviver. “Ahh, vai operar um joelho sem curso superior então!”. Ok, nesse caso não há muito pra discutir. Mas nos outros há. Uma pessoa pode sobreviver bem, com um padrão de vida bacana, sem faculdade. Já se você for um pouco mais ambicioso o negócio é sim estudar muito agora, e trabalhar mais muito depois. Então você será rico. Só arrume um tempo para ser feliz.

A foto tá meio que sobrando por aqui, mas ela é bem legal, ahn? Do National Geographic.

E pra fechar tem uma entrevista, só bota essa musiquinha ai pra você ouvir enquanto lê…

Entrevista com Ana Maria M. B. Q., 41 anos, Bacharel em Ciências Contábeis pelo ITE (Instituto Toledo de Ensino – ATA)

1 – Qual o motivo de ter feito curso superior?

R: A concorrência no mercado de trabalho esta muito grande, ter curso superior faz a diferença.

 2 – Ele abriu alguma porta em sua carreira profissional?

R: Com certeza, valorizou demais meu currículo.

 3 – Quais são as vantagens de ter feito um curso superior?

R: Se algum dia for presa, terei direito a uma cela especial,rsrs(brincadeira), enriqueceu meu currículo, abriram muitas portas para o mercado de trabalho.

 4 – Vale à pena estudar bastante na faculdade para esperar um futuro retorno?

R: Vale à pena estudar sempre, porque o retorno virá e o sucesso acontece. Estudem, Estudem, e Estudem… Na dúvida Estudem mais um pouco!!!!

Obrigado pela participação.

Por hoje é tudo, até a próxima e que a força esteja com vocês!

Cursos Técnicos

•junho 29, 2010 • 2 Comentários

O tempo foi passando, as tecnologias foram evoluindo, novos campos de trabalho foram surgindo e a procura por mão de obra especializada aumenta cada vez mais. Diante desses fatos surgiu o curso técnico, um modo de se especializar em alguma área mais rápido.

 Muito se fala sobre esses cursos, mas o que é o curso técnico? O ensino técnico ou ensino técnico-profissional constitui uma modalidade de ensino vocacional, orientada para a rápida integração do aluno no mercado de trabalho (conceito retirado do site wikipédia, pesquisa “curso técnico ou ensino técnico”). O que diferencia o curso técnico de o ensino superior? Bom, o curso técnico tem o tempo de duração menor do que o ensino superior e é mais voltado para a parte prática, deixando a teoria, digamos, meio de lado, porém forma profissionais qualificados do mesmo jeito que o ensino superior, já que quem frequenta o curso tem que passar por um estágio obrigatório para receber o certificado de conclusão de curso.

A questão é: quem frequenta esse tipo de ensino já sai com emprego garantido? Os alunos esperam que sim, já que investem nesse ensino motivados pela grande chance de saírem com emprego garantido. Em muito dos casos isso é o que realmente ocorre, já que, por causa do estágio obrigatório, as empresas acabam efetivando o estagiário se este fez um bom trabalho durante seu período de estágio.

Portanto, se você está pretendendo investir no seu futuro profissional com cursos profissionalizantes, siga em frente, há uma grande possibilidade de concluir o curso com um bom emprego garantido (é só fazer o trabalho direitinho e não invente de matar aula do curso, muito menos fazer corpo mole no trabalho). Quem sabe, daqui a alguns anos, você não será o próximo a dar uma oportunidade para um desses técnicos, que na maioria das vezes, são jovens atrás do seu primeiro emprego?

 

Entrevista com Sabrina, 17, frequenta curso técnico em informática em uma instituição de ensino de Joinville – SC

1 – Qual motivo fez com que você escolhesse fazer um curso técnico? Qual curso você escolheu?

R: Meu motivo foi o de já me formar no ensino médio com uma qualificação profissional. Hoje estou no terceiro semestre do Curso Técnico de Informática.

 2 – É muito complicado dividir o tempo entre o ensino médio e o ensino técnico?

R: Sim, pois a quantidade de provas, trabalhos e deveres de casa é dobrada, e o tempo disponível para conclusão é reduzido à metade. Assim fica mais difícil dedicar-se de fato a algum assunto específico.

3 – Qual é o lado positivo e o negativo dessa junção de ensinos?

R: O lado positivo é o tempo ganho por estar se formando em dois cursos ao mesmo tempo, e o negativo é o excesso de atividades a serem executadas ao mesmo tempo.

O pior é quando em um curso já estão marcadas três provas para um só dia e os professores do outro curso não estão nem aí e marcam mais provas. É quando me sinto mais sem ter o que fazer.

4 – Quais são suas expectativas sobre sair do curso e já estar empregada?

R: O colégio onde faço o curso é bastante procurado pelas empresas de Joinville e região, em busca de alunos indicados pelos professores. Portanto é relativamente alta a probabilidade de já se formar trabalhando, desde que o aluno seja bem indicado pelo professor e tenha bom desempenho durante o curso.

5 – O que você diria a alguém que pretende ter a mesma jornada escolar que você escolheu?

R: Pense primeiro muito bem se você gosta do curso. Se não gosta tanto, espere até encontrar sua vocação ou opte por fazer só o Ensino Médio.

Se sim, tenha em mente de que esta é uma rotina corrida, principalmente em épocas de muitas provas em que você não tem tempo de estudar para todas elas e tem que escolher pra qual estudar e tirar nota boa, e deixar a outra meio de lado, ou qual trabalho vai ficar muito bom e qual trabalho vai ser apenas medíocre.

Como última mensagem, digo que, apesar de às vezes pensar em desistir, vejo que a dupla jornada de estudos pode ser recompensadora se bem aproveitada. Tenho conhecimento de pessoas que trancaram seus cursos e se arrependem por não terem concluído. Nada na vida se obtém sem esforço. Avalie sua disponibilidade, reflita nos prós e contras e veja se a retribuição merece o preço a ser pago.

Muito obrigado pela entrevista Sabrina, agradecemos a participação.

Pra fechar trouxemos um vídeo (logo abaixo) sobre curso técnicos ou faculdade com Max Gehringer.

Por hoje é tudo, esperamos que gostem, até a próxima e que a força esteja com vocês.

Mercado de trabalho e suas oportunidades

•junho 22, 2010 • 2 Comentários

 ”O trabalho é, na maioria da vezes, o pai do prazer.” (Voltaire)

 O trabalho sempre foi uma necessidade do ser humano, tanto para se alimentar, se vestir e até se divertir (qualé, dá uma trabalhão se divertir hein). O conceito de mercado de trabalho é relativamente novo se formos analisar num contexto histórico mais amplo. Tudo começou com o sistema capitalista, e a troca do tempo e do conhecimento das pessoas por dinheiro.

A época em que vivemos é a melhor para quem trabalha, é só perguntar para um escravo de uns anos atrás – qualquer um, tanto de Roma quanto do Brasil colonial – e dá pra ver que antigamente o trabalho não era vendido como hoje, e sim obtido a força. Tanto que a palavra trabalho vem de tripalium (latim), que era um instrumento de tortura usado pelos romanos, para obrigar os escravos a trabalhar (esse trecho foi tirado da cartilha O trabalho humano da Escola de Formação Básica Multiplicadora da Economia Popular Solidária).

Depois a gente viu a revolução industrial, e o pessoal indo para as fábricas dar duro umas 16 horas por dia e ganhando extremamente mal. Mas aí já vemos os primórdios do mercado de trabalho propriamente dito, com a venda do tempo dos trabalhadores visando seu salário.

A evolução que sucedeu a revolução industrial exigiu mais dos trabalhadores, não em tempo, mas em conhecimento e habilidades, afinal as máquinas evoluíram e pessoas capacitadas para operá-las tornaram-se necessárias. Hoje qualquer trabalhador que recebe um salário recebe pelo conhecimento e pelo tempo que aplicou na sua empresa. Essa é a visão básica do mercado de trabalho que todos (provavelmente) devemos ter.

Já o lugar onde nos encaixamos nesse mercado pode ser bem distinto, dependendo de nossas habilidades e interesses. O ideal mesmo é juntar o útil ao agradável e fazer o que se gosta ganhando bem por isso. E ajuda pra caramba saber o que o mercado quer, quais profissionais são necessários e qual a demanda do que você deseja.

Pra fechar fica a idéia de que a vida é curta, e nós temos que aproveitá-la de todos os jeitos. É legal passar um tempo com quem nós gostamos, fazendo coisas que nos agradam, e um bom pedaço da nossa vida vai ser passado no trabalho, então é interessante escolher sabiamente onde vamos nos inserir no mercado. Quem viu a animação da Pixar, Up, deve ter ficado com uma pena do casal que não conseguiu realizar junto seus sonhos. Sejamos diferentes. Que todos nós consigamos atingir nossas metas e alcancemos a felicidade na profissão que escolhermos. Afinal, a vida é curta mesmo…

 

 

Entrevista com Dra. Ana Maria Amorim Ribeiro, 55 anos. Formada em Medicina pela UNIRIO em 1979. Especialização em Medicina do Trabalho pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 1992. Trabalha no SESI em Florianópolis.

1 – Dra. Ana, como você descobriu sua vocação para a medicina?

R: Desde pequena já sentia vocação para ser médica, sempre quis ser médica, nunca cogitei qualquer outra profissão.

 2 – Você escolheu a profissão pelo retorno financeiro ou por prazer?

R: Nem por uma coisa, nem por outra, mais pela parte de ajuda ao próximo.

 3 – Foi difícil se estabilizar profissionalmente?

R: Sim, porque sempre tive que cuidar muito da casa e dividir meu tempo com meus filhos, não podendo viajar, fazer plantões, etc.

 4 – Por ser uma profissão bem remunerada, você acredita que ela sai prejudicada por existir pessoas que fazem medicina só pelo dinheiro?

R: Acredito que mal profissional há em qualquer profissão, mercantilismo, capitalismo, isso é inerente ao ser humano.

 5 – Qual a sua avaliação sobre o mercado de trabalho da profissão?

R: Cada vez mais dificil, cada vez mais os profissionais precisam estudar mais, se qualificar mais, prejudicando muitas vezes sua vida particular e seus relacionamentos familiares.

A equipe Os Mésons agradece pela entrevista, muito obrigado.

 

Por hoje é tudo, e que a força esteja com vocês.

 

Olá gente!

•maio 27, 2010 • 1 Comentário

E aí galera, o blog está no começo, primeiro post, mas estaremos logo com força total e todos vocês terão que nos aturar. Por enquanto é isso, até breve.

E que a força esteja com vocês!

 
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